Meditação Online 025 – A Alegria de Viver

Aula de Meditação Reflexiva ONLINE 025

 

Ensinamentos do Mestre Okawa,

Adaptado do Livro: A Essência de Buda

 

Frase para contemplação na Meditação:

“Alegre-se com cada coisa que lhe é dada”

 

Ensinamento de hoje: O Mestre Ryuho Okawa atingiu a grande iluminação espiritual há cerca de 40 anos e desde então vem dedicando sua vida para transmitir a Verdade sobre o Mundo Espiritual. Para isso fundou a Happy Science, se dedicou a fazer palestras e publicar livros que abranjam todas às áreas de atividades e problemas da vida, observadas pelo ponto de vista do Espírito. Já vez mais de 3.200 palestras e publicou mais de 2.750 livros, sendo que mais de 1.000 são mensagens de espíritos celestiais emitindo seu ponto de vista para o mundo moderno.

É muito grande o número de pessoas que não acreditam ou não dão valor ao mundo espiritual, ou que sofrem porque se deixam levar pelo apego material ou às pessoas, criando sofrimentos para si e para os outros, que nada servirão para crescerem como seres espirituais. Não compreendem o valor da vida e nem o porquê da existência de cada coisa.

Para a meditação de hoje, vamos analisar um trecho do livro “A Essência de Buda”, do Mestre Okawa, quando Buda estava atingindo a iluminação. Como vocês devem saber, Gautama Sidarta passou 6 anos praticando aprimoramento ascético na floresta, incluindo jejum e outras rigorosidades.

Certo dia, Gautama ouviu a voz de uma garota cantando na outra margem do rio. Havia algo naquela voz que o fizera se lembrar do mundo onde vivera, tão caro ao seu coração, e que, ao mesmo tempo, soava como uma canção celestial. Era uma cantiga tradicional indiana, que falava de um instrumento musical de cordas semelhante a um alaúde.

A canção dizia: “as cordas do alaúde arrebentam quando são esticadas demais. E quando frouxas, o som é desafinado. Somente quando as cordas estão adequadamente  esticadas emitem um belo som. Dancemos, dancemos ao som das cordas…” Ao ver a jovem cantando, Gautama ficou impressionado com a diferença entre sua aparência e a dela.

Aos seus olhos, a moça parecia um anjo, com cabelos dourados e olhos brilhantes, o corpo cheio de vitalidade, e sua presença emanava uma agradável fragrância que destoava da imagem de uma simples camponesa. Gautama, ao contrário, tinha o corpo reduzido a pele  e osso, parecendo mais um esqueleto. Trazia os olhos fundos e suas costelas eram  nitidamente visíveis. Parecia que sua vida estava chegando ao fim, apesar de estar com apenas 35 anos.

Quando a moça viu Gautama, veio pela ponte na direção dele, apresentou-se como Sujata e ofereceu-lhe uma tigela de mingau de leite. No momento em que provou o mingau, sentiu lágrimas quentes escorrerem pelo seu rosto. Mesmo não sendo um prato requintado, tinha um sabor celestial para Gautama que havia sobrevivido até então à base de frutos silvestres e raízes.

Poder-se-ia dizer que suas lágrimas eram de vergonha pelo próprio estado em que se encontrava, sentindo que ao exagerar nas práticas ascéticas, abandonou a alegria de viver. Ele disse a si mesmo: “O que pode haver de belo nessa forma de aprimoramento se, através dele, estou reduzido a pele e osso, correndo o risco de acabar com a minha própria vida? Provavelmente aquela garota nunca pensou em iluminação; talvez nunca tenha estudado nenhuma doutrina religiosa, tampouco praticado algum tipo de ascese, mas como pode ela brilhar tão intensamente, como se fosse um anjo celestial?” A diferença entre os dois é a mesma entre uma pessoa que continua vivendo alegre e alguém que está caminhando para o fim da vida.

Ao chorar, tornou-se consciente dos sentimentos de tristeza e de solidão que preenchiam seu coração, como alguém prestes a abandonar a vida e com intenção de morrer. Esse encontro foi uma mensagem importante que precisava receber para se fortalecer. As lágrimas que rolaram por seu rosto foram um adeus ao passado. Quando o mingau de leite chegou ao seu estômago, produzindo uma sensação de força e abundância, e sentiu que o sofrimento não levaria à Verdade. Pensou que, do ponto de vista do alimento, devia ser uma alegria poder alimentar as pessoas e ser usado para um plano mais elevado, pois desse modo não seria desperdiçado.

Gautama pensou: “Tudo nesse mundo deve existir como material para servir à realização de algo mais elevado. Julgar as coisas como insignificantes por fazer parte deste mundo talvez seja arrogância. Se os bens materiais forem deixados como estão não poderão produzir nenhum bem, e talvez seja uma boa ideia encarar as coisas  deste mundo como ingredientes para cozinhar. Se o Divino nos observa, Ele provavelmente fica satisfeito quando nos vê transformar esses ingredientes em coisas esplêndidas”.

Juntando as mãos e fazendo uma reverência de gratidão a Sujata, Gautama despediu-se e continuou seu caminho. Agora via os sinais de vida por toda parte. A grama, as flores, as árvores, tudo era cheio de vida, e notou que andara tão preocupado que não percebia a natureza ao redor dele. “A pequenina flor à beira da estrada acrescenta beleza à natureza, e se ela decidisse apenas murchar até desaparecer, este mundo seria um pouco menos bonito. Medite sobre isso.

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Profunda Gratidão

Monge Carlos